sexta-feira, 16 de maio de 2008

"Aceitar a diferença para humanizar-se."


Interessante como a nossa vida temos uma grande dificuldade aceitar os sentimos, as crenças e as filosofias que diferem das nossas. E o mais irônico nisto tudo que é graças as nossas diferenças que crescemos e nos humanizamos.
Humanizar-se: a grande missão do ser humano. Somente quando realmente somos o que realmente somos é que nos realizamos. Não há como negar o que somos. Temos em nosso íntimo inscrito essencialmente em nossa existência os grandes valores que nos conduzirão. Quando nos distanciamos dele, pode até parecer que ali nos realizamos, mas ao final chegamos à conclusão de nada mais nada menos estamos nos esvaziando. Um vazio toma invade nosso ser e de tal forma que nada nos resta do que voltarmos a nós mesmos.
A descoberta dos verdadeiros valores que estão em nosso íntimo deve ser buscado na escuta da nossa consciência; no diálogo verdadeiro com o outro e construção solidária do mundo.
Uma humanização verdadeira pela aceitação do outro. Ajudar o outro e com ele ser ajudado!

Flores no túmulo

Um Homem estava a colocar flores no túmulo de um parente, quando viu um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.
"Respeitar as opções dos outros é uma das maiores virtudes do ser humano. As pessoas são diferentes, agem e pensam de formas diferentes. Não julgue. Tente apenas compreender.”

O vendedor de balões
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões. Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas... Mas uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
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